Arquivo do mês: julho 2015

Quando a conversa do casal não funciona

Vinícius Cavalcanti de Abreu*

casal

A comunicação de um casal, independente de serem namorados, casados ou “ficantes”, nem sempre é algo simples. Ela envolve a transmissão de mensagens carregadas de emoções entre duas pessoas distintas, vindas cada qual de uma família, com diferentes histórias de vida, limitações e competências singulares e acostumadas a se expressarem de maneiras não necessariamente similares. As trocas que são estabelecidas a partir deste encontro não só desafiam as zonas de conforto individuais como confrontam “verdades” e ideias enraizadas, espelham as dificuldades relacionais de cada um e demandam flexibilidade e principalmente negociação em busca de maior bem estar., Continuar lendo

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Psicoterapeutas também têm preconceitos

Patrícia Saar Paz

Mapa da Frenologia

Achou estranha a afirmação do título? Pois bem, o objetivo é exatamente chamar atenção para o fato de que todo ser humano pode ter algum tipo de preconceito. Mesmo aquela pessoa de quem são esperados posicionamentos desprovidos de julgamento, seja por sua formação e atuação profissional, por sua história de vida ou convicções políticas, morais e religiosas, está sujeita a pensar, falar e agir de maneira preconceituosa. Continuar lendo

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A adoção afetiva de uma criança

Vinicius Cavalcanti de Abreu

Tânia Bailão Lopes (Mirtilo Gomes) - O que te passa pela cabeça O milagre da vida. E tu porque estas triste JPG

Gostaria de abordar neste texto um assunto delicado, mas que considero de extrema importância para reflexão: a adoção afetiva. Antes preciso esclarecer dois pontos. Apesar de usar o termo adoção, me refiro aqui a todo tipo de filiação, independente de ser biológica, através de técnicas reprodutivas ou processo legal. Também a paternidade/maternidade é referida em suas várias e possíveis configurações – homem, mulher cis ou transgênero solteiros, casal hétero/homoafetivo ou terceiros que desempenhem esta função. Como sempre, a visão de família do Multiverso Terapêutico considera a diversidade de seus arranjos. Continuar lendo

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Arquivado em Família

Agradecimento e mudança

logo marromGostaríamos de agradecer a todos que têm participado do Multiverso Terapêutico através de comentários, e-mails e sugestões. Nossa proposta sempre foi de construção conjunta e nos sentimos imensamente felizes com este engajamento desde o início do projeto.

Para atender melhor as solicitações que nos tem sido feitas a frequência das postagens será alterada. A partir desta semana os textos terão publicação única, sempre às segundas feiras. Assim haverá mais tempo para que as temáticas sugeridas sejam desenvolvidas, mantendo a qualidade e embasamento pelos quais prezamos.

Equipe Multiverso Terapêutico

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Sentir e fazer sentido

Patrícia Saar Paz

Bodysnatchers Melissa McCracken

Por muitos anos fiz terapia com um psicólogo extremamente sensível e competente, que repetidas vezes, após discorrer sobre suas percepções acerca da nossa conversa, dirigia a mim a pergunta “isso faz sentido para você?”. Ao ouvir esta frase, era imediatamente levada a focar a atenção em mim e investigar o efeito que suas palavras haviam provocado em meus pensamentos (eu concordo com o que ele disse? nossas percepções estão indo pelo mesmo caminho? há algo que precise ser explicado melhor?) e também em meu corpo (um aperto no peito? um nó na garganta? um peso retirado dos ombros?). Continuar lendo

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Dor e sofrimento

Vinicius Cavalcanti de Abreu

Nuvem - Júnior Cruz

Peço que imaginem a seguinte situação. Um pequeno, mas vigoroso riacho corre fluido desenhando seu trajeto por entre a paisagem. De repente algo acontece que interrompe o fluxo da água. Pode ser o surgimento de algum tipo de barreira: a queda de uma árvore, o desmoronamento de grande quantidade de terra, ou a ação inconsequente e inadvertida do ser humano. O riacho tem seu curso interrompido abruptamente. A água que antes fluía cristalina agora encontra dificuldade para continuar seu antigo trajeto. Por algum tempo permanece represada, parada, estagnada. Até que, sutilmente, começa a construir um caminho alternativo, se reinventa para retomar seu fluxo. Desenha com calma e paciência uma nova rota. Água é mestre em encontrar caminhos alternativos. Quem nunca se surpreendeu ao ser informado que a infiltração da cozinha na verdade se originou em outro cômodo da casa? Continuar lendo

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