Arquivo do mês: outubro 2015

“A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” – ou, “não conheço nenhuma mulher que não tenha sido vítima de violência”

Patrícia Saar Paz*

violência contra mulher

Você é capaz de afirmar com segurança quantas mulheres, entre aquelas com quem você se relaciona, já sofreram violência? Sem medo de soar exagerada, eu diria que a resposta seria todas. Inclusive eu.

Não conheço nenhuma mulher que nunca tenha sido vítima de violência. Continuar lendo

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Arquivado em Temáticas Contemporâneas

Carta de alguém que desistiu

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

Carta (jump)

Hoje acordei decidido. Não por impulso ou capricho, mas, pode ter certeza, por extrema necessidade e após muita reflexão. Ponderei demais antes de escrever esta carta. Não quero soar inconsequente ou infantil, sei muito bem o que é agir de forma imatura somente para chamar atenção. Este não é meu objetivo.

Talvez alguns de vocês não tenham sequer percebido minha ausência. A presença de corpo foi capaz de enganar e o burburinho de toda a gente serviu de camuflagem para o silêncio que há algum tempo se instalou por dentro. Esta estrada não é de hoje que a percorro. Continuar lendo

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Arquivado em Narrativa Terapêutica

Muito ajuda quem não atrapalha

Patrícia Saar Paz*

bebe

Muito ajuda quem não atrapalha diz o ditado popular. O que não nos dizem com frequência é que, naquele momento de dedicação para ser útil ao próximo ou aliviar seu desconforto podemos estar, na verdade, lhe fazendo mais mal do que bem. Tampouco nos ensinam como não atrapalhar – e como prestar uma ajuda que seja verdadeiramente significativa. Continuar lendo

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Celebrando a criança interior

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

crianças

Como estamos na semana do dia 12 de outubro, fui arrebatado pela vontade de escrever sobre a criança interior. Mais do que um texto, este é um convite que eu e o Multiverso Terapêutico fazemos a cada um de vocês: Celebremos a criança que habita em nós!

Lembro-me de Peter Pan, aquele menino que queria ser para sempre criança. Já se perguntaram pra quê? A minha resposta é: pra não se perder do encantamento com o mundo, do olhar de novidade e descoberta com a vida, da alegria que transborda em todo o corpo por algo simples. Para não abrir mão da criatividade e inventividade na resolução dos problemas, evitando se “afogar” na ruminação mental, tão desgastante. Acredito que para Peter ser adulto era sinônimo de ser tornar chato, sisudo, estressado e principalmente perdido. Era desconectar da criança que, mesmo já crescida, permanece presente em nosso mundo interno. Ele, leve como era, podia voar, enquanto os adultos estavam presos e limitados ao chão. Continuar lendo

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Arquivado em Psicoterapia

Saindo de um relacionamento pela porta dos fundos

Patrícia Saar Paz*

door-knob-original

Quase nunca é fácil encerrar um relacionamento, pode ser uma união de muitos anos, um casamento, namoro breve ou até mesmo alguém com quem se está saindo há pouco tempo. Diante desta dificuldade muitas pessoas optam por atalhos para chegarem ao fim, na expectativa de abreviarem seu desconforto. Acredito que estas tentativas de encurtar o caminho levam a uma saída da relação pela porta dos fundos. Continuar lendo

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