Arquivo do mês: novembro 2015

Minha carta de amor

Patrícia Saar Paz*

amor perfeito

Já vivi amores barulhentos, que começam avassaladores, tiram o sono, a fome, a atenção e só deixam sorrisos bobos e borboletas batendo asas no estômago. Eu os via como amores, não posso negar. Mas hoje sei que eram paixões.

Todas elas duraram pouco e surgiram por algum motivo muito específico. Ainda que ressaltassem características importantes, nunca contemplavam minha totalidade: “como você está linda!”,uau, sua voz é incrível”, “ninguém faz isso tão bem quanto você”. Acredito ser esse o motivo de serem passageiras. Quando o encantamento saía de cena, logo a paixão o seguia e eu ficava novamente sozinha. Continuar lendo

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Arquivado em Narrativa Terapêutica

Quando trair é uma boa opção

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

traição

Histórias de importantes traições fazem parte da trajetória da humanidade, de forma geral, e de nossas vidas, em particular. Atire a primeira pedra quem nunca traiu! E não me refiro a traições nos relacionamentos afetivos ou sociais. Estas, provavelmente, são as primeiras que vêm à mente quando propomos abordar o tema, mas convido a ir um pouco além, ampliando nossa reflexão. Veremos que a traição, vista por outro ângulo, pode ser forte instrumento para a libertação, promoção de bem estar, senso de realização e alegria. Continuar lendo

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O que seus olhos lhe mostram?

Patrícia Saar Paz*

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“A beleza está nos olhos de quem vê”, diz um ditado do qual gosto muito. Da forma como o entendo, ele quer dizer que a possibilidade de ver algo bom depende mais dos olhos de quem olha do que daquilo que está sendo visto. Ou seja, é o nosso posicionamento diante das experiências que define a maneira – agradável ou não – como elas serão vivenciadas por nós. Continuar lendo

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Sobre engolir sapos

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

mafalda-basta

Há alguns anos, durante um atendimento clínico, escutei um ditado que acabou sendo incorporado ao meu repertório de frases e pensamentos. Adoro estas expressões que, por serem muito populares, tornam-se metáforas ricas para reflexão e acesso ao inconsciente. Compartilho agora com vocês:

De rã-rã em rã-rã a gente engole muito sapo Continuar lendo

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Arquivado em Psicoterapia

“A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” – ou, “a culpa da violência NUNCA é da vítima”

Patrícia Saar Paz*

violencia contra mulher 2

Em nosso último texto definimos violência como qualquer comportamento exercido contra a vontade da outra pessoa, provocando dano ou intimidação, a fim de obrigar que se submeta a uma situação indesejada.

É necessário agora categorizar estas formas de violência e exemplificá-las para que as possamos identificar, combater e denunciar da maneira devida. Importante informar que existe um canal de atendimento específico com a função de orientar sobre os direitos e serviços públicos voltados para a população feminina em todo o país, o Ligue 180. Continuar lendo

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