Alguns sinais de que é hora de fazer psicoterapia

Patrícia Saar Paz e Vinícius Cavalcanti de Abreu*

Alguns sinais de que é hora de fazer psicoterapia

 

É comum que algumas pessoas se sintam confusas e temerosas diante da ideia de fazer psicoterapia. “Será que um psicólogo poderá me ajudar?”. “Isto que sinto/vivo é assunto para psicoterapia?”. Para facilitar essa decisão, listamos alguns sinais que indicam a importância de procurar ajuda:

– Quando vivemos problemas que parecem não ter solução.

Alguns problemas tornam-se tão crônicos que se transformam em “dragões de sete cabeças”. Somos invadidos por intensa sensação de impotência. Já tentamos várias vezes resolve-los ou controla-los, e não obtivemos sucesso. Pessoas próximas também tentaram nos ajudar, e nada. Parece que o problema se tornou maior que a própria vida.

– Pessoas próximas e preocupadas com você sugerem que a ajuda profissional é necessária.

É possível estar tão imerso em um problema ou vivendo um momento de tamanha confusão interna que fica quase impossível perceber que não estamos avançando em direção a uma solução e que a ajuda psicoterapêutica pode ser necessária. É comum que pessoas próximas e queridas percebam essa dificuldade e a sinalizem, sugerindo a busca por um psicólogo.

O processo psicoterapêutico só pode acontecer de forma satisfatória quando a pessoa reconhece sua importância e necessidade, mas nada impede que o pontapé inicial seja dado por alguém que nos quer bem.

– Ao vivermos situações traumáticas e perdas significativas.

Nestes casos o que sinaliza que uma ajuda psicoterápica é importante e necessária é a intensidade das emoções vivenciadas e a dificuldade encontrada em retomar o curso da vida. Percebe-se que mesmo com o passar do tempo, por mais que se esforce, o ocorrido continua vívido e presente, acarretando prejuízos relacionais, no trabalho, na sensação de bem estar e receptividade para a alegria. Medo, tristeza e angústia excessivas podem estar presentes.

Importante esclarecer que as perdas de que falamos aqui não se referem apenas à morte, mas a qualquer interrupção abrupta que cause dor e demande readaptação a uma nova realidade – fim de relacionamento, perda do emprego, falência, mudança de cidade, entre outros.

– Quando uma criança apresenta alterações emocionais e/ou comportamentais.

Não devemos nos esquecer de que as crianças também podem precisar de ajuda e suporte emocional. Na maioria das vezes elas chegam para o acompanhamento psicológico a partir de alterações visíveis do humor, do comportamento ou do rendimento escolar. Conduta agressiva, choro excessivo, apatia, adoecimentos ou sintomas físicos que não encontram explicação fisiológica sinalizam que algo não anda bem. A criança pode com frequência denunciar problemas maiores relacionados às relações familiares e afetivas através de seus sintomas.

– Diante de conflitos (aparentemente) intermináveis na família ou no casal.

Desentendimentos acontecem, não há dúvida, mas alguns casais e família parecem viver “em pé de guerra”. Quando a forma de conversar gera desgastes constantes e mina o prazer da convivência, temos um sinal claro de que a ajuda profissional é necessária.

A terapia de casal é comumente solicitada quando ocorre uma traição ou na iminência de uma ruptura, mas é importante saber que casais e famílias podem contar com ajuda psicoterápica em diversas situações. Perdas difíceis de superar, adoecimento de um de seus membros, mudanças radicais na rotina da família, descobertas de segredos familiares, situações de abuso de substâncias ou mesmo questões aparentemente mais simples, mas que afetam negativamente a convivência familiar podem ser justificativas para procurar psicoterapia de família.

– A vida parece estar se repetindo incessantemente e não enxergamos possibilidade de avanço.

Perceber-se estagnado e sem perspectiva denuncia falta de sentido, de propósito e até de alegria. Quando vemos que não há fluidez no curso da vida ou sentimos que não avançamos, reflexões e mudanças se fazem necessárias e a psicoterapia pode auxiliar neste processo.

– Intensas alterações do humor e das emoções, desistência da vida e auto agressão.

Para muitas pessoas parece normal viver no “8 ou 80”, oscilando entre emoções e humores muito distintos de maneira abrupta. Para outras, estar sempre irritado ou mal humorado é considerado natural. Há ainda quem se machuque propositalmente por motivos variados e com desfechos sempre nocivos e perigosos. Finalmente, existem pessoas carregando dores tão profundas que já não conseguem ver sentido em lutar pela vida, tentam abrevia-la ou negligenciam necessidades de cuidado dia após dia. Para todos esses casos faz-se necessário acompanhamento psicoterápico e, muitas vezes, a participação de médicos psiquiatras no tratamento.

Esperamos que esta lista de sinais ajude a clarear algumas situações, comuns em nossas vidas, nas quais a ajuda de um psicólogo poderá ser útil e necessária. Importante sabermos que quanto mais crônico se torna um problema mais difícil é enfrenta-lo. Estejamos atentos aos sinais! Caso tenha alguma dúvida ou deseje atendimento psicológico, a Equipe do Multiverso Terapêutico está à disposição.

Imagem: retirada da internet, autoria desconhecida.

*Patrícia Saar Paz CRP 04/34218 e Vinícius Cavalcanti de Abreu CRP 04/22.700 são psicólogos clínicos na cidade de Belo Horizonte (MG). Atendem crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias.  Contato: multiversoterapeutico@gmail.com

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