Arquivo do mês: outubro 2016

É possível mudar o passado

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

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É isso mesmo. O título deste texto não é uma pergunta, mas uma afirmação. Podemos sim mudar o passado. E o principal: sem precisar do auxílio de um “Delorean” (carro usado no filme “De volta para o futuro”) ou recorrer à alteração do continuum espaço-tempo. Sinto muito, mas as opções acima ainda não se encontram disponíveis no mercado.

Referimo-nos ao passado como algo que se foi e está pronto, acabado e encerrado. Uma longa sucessão de fatos que, inclusive, antecede nossa existência. Não à toa estudamos a disciplina de História na escola. Chegamos inclusive a dizer que contra fatos não há argumentos. Mas será?

Ao mesmo tempo em que pode ser fonte de saudosismo, algumas vivências passadas tem o potencial de acorrentar ou assombrar como um fantasma, que espreita de maneira silenciosa e mordaz. A estas nos referimos como feridas que não conseguimos cicatrizar. Continuar lendo

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Como você pode ser feliz?

Patrícia Saar Paz*

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Reclamamos, escrevemos e lemos textões em redes sociais. Ficamos indignados – e passamos um bom tempo nutrindo essa indignação. Guardamos mágoas, remoemos frustrações, contamos (mais de uma vez) todas as coisas desagradáveis que nos aconteceram ou soubemos ao longo do dia. Tudo isso pode nos tornar bastante miseráveis. Mas queremos muito ser felizes.

Naturalmente, não há uma fórmula para felicidade – desconfie de qualquer pessoa que prometa revelar tal coisa, pois as definições do que é felicidade, os meios para alcançá-la e mesmo sua vivência serão diferentes para cada um. Mas é seguro dizer que alguns comportamentos minam nossas possibilidades de sermos felizes.

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Cegueira Emocional

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

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Recebi esta imagem e a tinha guardado desde então, esperando o momento propício de compartilhá-la. Ao mesmo tempo simples e contundente, ela nos convida à reflexão sobre a maneira como estabelecemos nossas relações afetivas e nos alerta sobre o quão nocivo é nos alienarmos de nossas dificuldades emocionais.

Certa vez ouvi alguém dizer que a ignorância (no sentido de não ter consciência de algo) é uma benção. Será? Fugir ou evitar aquilo que dói e incomoda pode parecer uma boa estratégia de sobrevivência, mas na grande maioria das vezes também cobra um preço amargo.

Tolamente acreditamos que conseguimos driblar o trauma, problema ou dificuldade e nos convencemos que ele não existe mais, como que por mágica. Sentimo-nos espertos e poderosos. Entretanto, é fato: tudo aquilo que está em aberto ou mal resolvido em nossas vidas pede por fechamento e de alguma maneira retorna em busca de resolução. Continuar lendo

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