Me ajuda? 7 Princípios para reflexão

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

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Saber pedir, dar, receber, oferecer e agradecer são aprendizados evolutivos em nossas vidas. Requerem empatia, humildade, senso de reciprocidade e gratidão. Como seres que convivem, trocam e interdependem, nos relacionamos com base na mútua cooperação. Ajudamo-nos a todo o momento e nas mais diversas situações e adversidades. Assim sobrevivemos e alimentamos o prazer de viver juntos.

Atuando como psicólogo, constantemente reflito – internamente e com clientes – sobre as relações de ajuda. Nem sempre é fácil administra-las no dia a dia, o que pode resultar em muitos mal entendidos, equívocos, mágoas e confusões. Frases como: “não quero pedir”, “ajudo a todos, mas quando preciso…”, “detesto incomodar aos outros”, “estou desesperado, me ajuda”, “se fosse pra ajudar desse jeito nem precisava” são frequentemente ouvidas em consultório.

Por isso resolvi abordar alguns princípios da relação de ajuda que considero importantes para balizar e ampliar o olhar sobre esta temática em nossas vidas.

Só posso oferecer aquilo que não me fará falta

Ao dispor-me a ajudar não posso me prejudicar. Independente de oferecer presença, dinheiro, bem material, tempo ou conhecimento a lógica será a mesma. Resolvo o problema do outro causando um problema para mim? Isso é “desvestir um santo para vestir outro”.

Primeiro me ajudo para depois poder ajudar

Não adianta querer salvar quem está se afogando se você não sabe nadar. “Mas isso não é egoísmo?”. Não, é senso de realidade. Cuide de si primeiro.

O pedido de ajuda é muito importante

Cuidado com a vaidade de ser o “Salvador” que atende a todas as demandas ou que se cerca de vítimas.

Existe um pedido? Esta pessoa quer ou precisa da minha ajuda?

Posso até auxiliar na formulação deste pedido: precisa de algo? Como posso te ajudar?  mas quem nomeia ou não a necessidade é o outro.

Preciso saber como posso ajudar, independente da expectativa de quem pede auxílio

O que me é pedido e o que posso oferecer são coisas distintas. Não há problema algum em explicitar a maneira que você pode ajudar. Compete ao outro aceitar ou não. Quem pede ajuda não pode impor de qual maneira deseja ser ajudado.

Ajuda não é obrigação e envolve gratidão

Ninguém é obrigado a ajudar. Por outro lado, apesar de não ter preço (é gratuita e de livre e espontânea vontade), a ajuda precisa ter valor tanto para quem oferece como para quem a recebe. Isso é ser grato.

Negar ajuda pode ser muito benéfico

Um “não” dito em um determinado contexto pode ser manifestação de amor e inestimável contribuição para crescimento.

E lembre-se: Ajudar não é carregar o outro nas costas ou priva-lo de frustrações. Isso é relação de dependência/co-dependencia e abuso.

Imagem: imagem retirada da internet, autor desconhecido.

*Vinicius Cavalcanti de Abreu – CRP 04/22.700 é psicólogo clínico na cidade de Belo Horizonte (MG). Atende crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias.  Contato: multiversoterapeutico@gmail.com

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