Arquivo do mês: julho 2017

Mortes – conversando sobre permanência

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

Diz o dito popular: vão-se os anéis, ficam os dedos. Mas, ao nos defrontarmos com mortes, como é doloroso e difícil reconhecermos o que permanece. Olhares voltados para a perda e para a ausência resistem em reconhecer o que fica e se mantém. Toda mudança convive com permanência. Toda perda abarca ganho. Para tudo que se vai, existe algo que fica.

Uso a palavra mortes, no plural, porque entendo que as possibilidades de morte são várias. Não apenas a morte física. Morte abarca tudo aquilo que se perde (se é que um dia realmente possuímos) e que em algum momento, por alguma contingência, não se encontra mais disponível ou acessível como antes. Seja um emprego, casamento, alguém querido, dinheiro, um animal de estimação, um membro ou órgão do corpo, uma amizade, um sonho ou até mesmo uma ideologia de vida. Continuar lendo

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Arquivado em Psicoterapia