Arquivo da categoria: Família

A família que escolhi

Patrícia Saar Paz*

Constituir família: casar, ter filhos. Esse pode ser o grande sonho de muita gente. É um sonho tradicional, bonito e, porque não dizer, um tanto comum. Não causa espanto a ninguém quando é declarado e há quem diga, inclusive, que é natural e necessário para uma vida feliz e completa.  

Quando tratamos a constituição da família como um desejo óbvio, deixamos de refletir criticamente sobre tudo que está envolvido nesse projeto.  Casar e/ou ter filhos não são etapas naturais da vida, como a queda dos dentes de leite. São escolhas que podem gerar satisfação, crescimento e alegria.

Ou não.

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Pequenas Conversas – Brincadeira!

Patrícia Saar Paz*

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Em outros dois textos da série Pequenas Conversas (que você pode acompanhar aqui e aqui), falamos sobre como conversar com as crianças de maneira a desenvolver uma comunicação saudável e funcional. Hoje trataremos de uma das atividades mais corriqueiras da infância, a brincadeira.

Brincar é coisa séria.

Alguns cuidadores subestimam a importância do brincar, considerando a atividade como mero entretenimento. Este é um grande e perigoso engano. Brincando as crianças tem pequenas-conversas-3oportunidade de conhecer e aprender sobre o mundo ao seu redor, desenvolvem variadas habilidades físicas, motoras e sociais, além de poderem experimentar, organizar e expressar emoções. Através de brincadeiras e jogos elas aprimoram a linguagem e a comunicação, aprendem a respeitar regras, agir de forma cooperativa e competir de maneira saudável.

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Pequenas Conversas 2 – aprendendo a conversar com as crianças

Patrícia Saar Paz*

Pequenas conversas

Cuidar de crianças é uma tarefa de grande responsabilidade e que causa uma série de medos e preocupações em seus cuidadores. Quando profissionais sugerem formas de agir podem fazer parecer que tudo é muito fácil e tranquilo, mas sabemos que o dia-a-dia não é assim. Ter os pequenos por perto é maravilhoso, mas a rotina gera momentos de cansaço, desgaste e irritação – que são normais e devem ser respeitados.

Neste texto daremos continuidade à proposição de dicas com a intenção de facilitar e melhorar a qualidade da comunicação entre cuidadores e suas crianças (leia a primeira parte clicando aqui). Algumas podem parecer mais difíceis de colocar em prática, mais trabalhosas ou conflitantes com a rotina já estabelecida na casa, mas pedimos que levem em consideração os benefícios de sua experimentação e inclusão no cotidiano da família.

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Pequenas conversas – aprendendo a conversar com as crianças

Patrícia Saar Paz*

Pequenas Conversas

A comunicação é um tema muito importante em psicoterapia sistêmica, pois está intrinsecamente associada à possibilidade de relações funcionais e satisfatórias. A maneira como nos comunicamos pode aproximar ou afastar, transmitir com clareza nossas emoções e opiniões ou gerar confusão.

Quando conversamos com crianças, estamos mostrando a elas modelos possíveis de comunicação. A postura de seus cuidadores* é muito importante para seu desenvolvimento: a consciência de si, a facilidade para expressar sentimentos e pensamentos, maneira de lidar com erros, a fala e até mesmo habilidades de leitura são influenciadas por essa interação.

Hoje proporei algumas dicas simples para uma comunicação saudável e orientada ao bom desenvolvimento das crianças.

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Filhos reais e nossas expectativas de perfeição

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

Filhos de madeira

Acredito que todos conheçam a clássica história de Pinóquio. Confesso que sou apaixonado pelo personagem e sua riqueza. Entretanto, percebo que muito da utilização terapêutica de sua narrativa está focada na moral de aprender a ser um bom garoto, não mentir e obedecer aos pais. Proponho mudarmos o foco de visão para abarcar outro caminho possível.

Um senhor solitário, serralheiro, morador de uma pequena aldeia, cria um boneco de madeira e chama-o de filho. À noite pede às estrelas que seu boneco se transforme em um menino de verdade. A Fada Azul ouve o pedido, se sensibiliza e realiza o desejo de Gepeto. Pinóquio chega à vida, mas como um menino de madeira. Engraçado, amável, de personalidade forte e com muitas dificuldades que desestruturarão toda a rotina pacata e organizada do pai. O desejo realizado nunca é da ordem do ideal, mas do real.

A metáfora do filho de madeira ilustra aqui a criança imperfeita, que congrega nuances que caminham entre qualidades/defeitos, potenciais/limitações e a ordem/caos durante sua trajetória de vida. Continuar lendo

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Famílias Homoafetivas

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

Six parrots

Como meu objetivo é falar sobre as famílias homoafetivas – aquelas formadas por gays, lésbicas, transexuais e travestis – é fundamental nos questionarmos se somos capazes de reconhecê-las e respeitá-las como formações válidas e legítimas da vida familiar.

Portanto, antes que você dê continuidade à leitura deste texto gostaria que respondesse ao questionamento abaixo, justificando seu ponto de vista.

Família = Homem + Mulher + Filhos? Continuar lendo

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A adoção afetiva de uma criança

Vinicius Cavalcanti de Abreu

Tânia Bailão Lopes (Mirtilo Gomes) - O que te passa pela cabeça O milagre da vida. E tu porque estas triste JPG

Gostaria de abordar neste texto um assunto delicado, mas que considero de extrema importância para reflexão: a adoção afetiva. Antes preciso esclarecer dois pontos. Apesar de usar o termo adoção, me refiro aqui a todo tipo de filiação, independente de ser biológica, através de técnicas reprodutivas ou processo legal. Também a paternidade/maternidade é referida em suas várias e possíveis configurações – homem, mulher cis ou transgênero solteiros, casal hétero/homoafetivo ou terceiros que desempenhem esta função. Como sempre, a visão de família do Multiverso Terapêutico considera a diversidade de seus arranjos. Continuar lendo

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