Arquivo da categoria: Relacionamento

Sobre a mania de querer mudar o outro

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

Seja na família, trabalho ou vida social estamos imersos em relações e constantemente esbarramos com o diferente. Tudo o que difere de nossa forma de ação ou foge do que encaramos como usual tem o potencial de causar um misto de estranhamento e curiosidade, admiração e até mesmo incômodo.

Como Terapeuta de Casal sempre digo que as semelhanças, em uma relação, precisam ser suficientes para gerar identificação e afinidade, mas não intensas o bastante para impedirem o novo, fadando a interação à monotonia e ausência de evolução. Isso mesmo! Só evoluímos a partir do que não é usual, daquilo que quebra ou questiona o que está estagnado e enraizado. O diferente tem o potencial de desestabilizar “verdades” culturais, emocionais e comportamentais. Continuar lendo

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Me ajuda? 7 Princípios para reflexão

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

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Saber pedir, dar, receber, oferecer e agradecer são aprendizados evolutivos em nossas vidas. Requerem empatia, humildade, senso de reciprocidade e gratidão. Como seres que convivem, trocam e interdependem, nos relacionamos com base na mútua cooperação. Ajudamo-nos a todo o momento e nas mais diversas situações e adversidades. Assim sobrevivemos e alimentamos o prazer de viver juntos.

Atuando como psicólogo, constantemente reflito – internamente e com clientes – sobre as relações de ajuda. Nem sempre é fácil administra-las no dia a dia, o que pode resultar em muitos mal entendidos, equívocos, mágoas e confusões. Frases como: “não quero pedir”, “ajudo a todos, mas quando preciso…”, “detesto incomodar aos outros”, “estou desesperado, me ajuda”, “se fosse pra ajudar desse jeito nem precisava” são frequentemente ouvidas em consultório.

Por isso resolvi abordar alguns princípios da relação de ajuda que considero importantes para balizar e ampliar o olhar sobre esta temática em nossas vidas. Continuar lendo

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Pequenas Conversas – Brincadeira!

Patrícia Saar Paz*

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Em outros dois textos da série Pequenas Conversas (que você pode acompanhar aqui e aqui), falamos sobre como conversar com as crianças de maneira a desenvolver uma comunicação saudável e funcional. Hoje trataremos de uma das atividades mais corriqueiras da infância, a brincadeira.

Brincar é coisa séria.

Alguns cuidadores subestimam a importância do brincar, considerando a atividade como mero entretenimento. Este é um grande e perigoso engano. Brincando as crianças tem pequenas-conversas-3oportunidade de conhecer e aprender sobre o mundo ao seu redor, desenvolvem variadas habilidades físicas, motoras e sociais, além de poderem experimentar, organizar e expressar emoções. Através de brincadeiras e jogos elas aprimoram a linguagem e a comunicação, aprendem a respeitar regras, agir de forma cooperativa e competir de maneira saudável.

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Como você pode ser feliz?

Patrícia Saar Paz*

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Reclamamos, escrevemos e lemos textões em redes sociais. Ficamos indignados – e passamos um bom tempo nutrindo essa indignação. Guardamos mágoas, remoemos frustrações, contamos (mais de uma vez) todas as coisas desagradáveis que nos aconteceram ou soubemos ao longo do dia. Tudo isso pode nos tornar bastante miseráveis. Mas queremos muito ser felizes.

Naturalmente, não há uma fórmula para felicidade – desconfie de qualquer pessoa que prometa revelar tal coisa, pois as definições do que é felicidade, os meios para alcançá-la e mesmo sua vivência serão diferentes para cada um. Mas é seguro dizer que alguns comportamentos minam nossas possibilidades de sermos felizes.

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Cegueira Emocional

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

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Recebi esta imagem e a tinha guardado desde então, esperando o momento propício de compartilhá-la. Ao mesmo tempo simples e contundente, ela nos convida à reflexão sobre a maneira como estabelecemos nossas relações afetivas e nos alerta sobre o quão nocivo é nos alienarmos de nossas dificuldades emocionais.

Certa vez ouvi alguém dizer que a ignorância (no sentido de não ter consciência de algo) é uma benção. Será? Fugir ou evitar aquilo que dói e incomoda pode parecer uma boa estratégia de sobrevivência, mas na grande maioria das vezes também cobra um preço amargo.

Tolamente acreditamos que conseguimos driblar o trauma, problema ou dificuldade e nos convencemos que ele não existe mais, como que por mágica. Sentimo-nos espertos e poderosos. Entretanto, é fato: tudo aquilo que está em aberto ou mal resolvido em nossas vidas pede por fechamento e de alguma maneira retorna em busca de resolução. Continuar lendo

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Você pode querer

Patrícia Saar Paz*

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Nos anos de educação infantil aprendi a dividir o lanche com colegas de sala: oferecia o meu e aceitava o alheio. Mais velha, mantive o hábito de ter lanches na bolsa e oferecer a quem estivesse por perto. Aceita? Pode querer! eu ainda digo, dando espaço para a vontade alheia se manifestar quando ela aparece escondida por detrás de uma ideia estranha de boa educação.

Você pode querer é uma frase que me acostumei a “informar” para clientes. Nada tem a ver com “querer não é poder”, eternizado no poema de Fernando Pessoa. Pode ser surpreendente para você, mas há quem não se sinta autorizada/o a querer. O impedimento pode ser tão forte para alguns que, diante da possibilidade de manifestar sua vontade, aparecem confusão e medo.

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Pequenas Conversas 2 – aprendendo a conversar com as crianças

Patrícia Saar Paz*

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Cuidar de crianças é uma tarefa de grande responsabilidade e que causa uma série de medos e preocupações em seus cuidadores. Quando profissionais sugerem formas de agir podem fazer parecer que tudo é muito fácil e tranquilo, mas sabemos que o dia-a-dia não é assim. Ter os pequenos por perto é maravilhoso, mas a rotina gera momentos de cansaço, desgaste e irritação – que são normais e devem ser respeitados.

Neste texto daremos continuidade à proposição de dicas com a intenção de facilitar e melhorar a qualidade da comunicação entre cuidadores e suas crianças (leia a primeira parte clicando aqui). Algumas podem parecer mais difíceis de colocar em prática, mais trabalhosas ou conflitantes com a rotina já estabelecida na casa, mas pedimos que levem em consideração os benefícios de sua experimentação e inclusão no cotidiano da família.

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