Arquivo da categoria: Temáticas Contemporâneas

O que sua vida financeira diz a seu respeito?

Patrícia Saar Paz*

Você dedica tempo pensando em sua vida financeira? Saberia dizer com confiança quais são seus rendimentos e despesas mensais? Tem reservas para eventualidades? Já ficou – ou está – endividado/a, com nome sujo, no cheque especial?

Não é comum que conversemos sobre dinheiro no cotidiano e tampouco que as pessoas cheguem ao consultório de psicoterapia queixando-se de suas vidas financeiras. O que o trabalho psicoterapêutico poderia ter a ver com as finanças do cliente, então?

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Toda mãe é uma mulher

Patrícia Saar Paz*

A figura da mãe é, provavelmente, uma das mais idealizadas por nós. Supostamente mães são criaturas carinhosas, compreensivas e pacientes. Capazes de fazer tudo por suas filhas e filhos, amor maior não há. Preocupam-se, cometem sacrifícios pessoais, a tudo perdoam ou renunciam. Padecem no paraíso.

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Prevenção do suicídio

Patrícia Saar Paz*

Em nossa última publicação trouxemos uma reflexão baseada na série 13 reasons why, que apresenta o tema suicídio de maneira equivocada ao coloca-lo nas formas de escolha e vingança.

No texto de hoje proporemos tratar o suicídio como uma possibilidade.

Quando uma pessoa pensa em acabar com a própria vida é muito provável que esteja vivendo um sofrimento quase insuportável, que já não veja sentido em seguir adiante ou não tenha encontrado caminhos para isso. Então o suicídio é, sim, visto como uma possibilidade por essa pessoa e se não o encararmos dessa maneira, dificilmente conseguiremos prestar uma ajuda útil para sua prevenção.

Diante da possibilidade de que uma pessoa querida tire a própria vida, quais condutas podemos adotar?

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Precisamos falar sobre suicídio – “13 reasons why”

Patrícia Saar Paz*

A série original da Netflix, 13 reasons why, tem dividido opiniões na internet. Há quem elogie a abordagem de assuntos tão graves e importantes, como o suicídio, bullyng e estupro, mas também são feitas críticas sólidas a respeito da produção.

Para quem não sabe do que se trata, a série conta a história de Hannah Baker, uma adolescente que, antes de cometer suicídio, grava 13 fitas contando seus motivos. Cada motivo é associado a uma pessoa de seu convívio e as fitas são enviadas para todos os envolvidos, a fim de que compreendam sua participação na morte da personagem.

Assisti à série e penso ser pertinente propor reflexões sobre ela considerando dois níveis diferentes: forma e conteúdo.

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É possível mudar o passado

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

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É isso mesmo. O título deste texto não é uma pergunta, mas uma afirmação. Podemos sim mudar o passado. E o principal: sem precisar do auxílio de um “Delorean” (carro usado no filme “De volta para o futuro”) ou recorrer à alteração do continuum espaço-tempo. Sinto muito, mas as opções acima ainda não se encontram disponíveis no mercado.

Referimo-nos ao passado como algo que se foi e está pronto, acabado e encerrado. Uma longa sucessão de fatos que, inclusive, antecede nossa existência. Não à toa estudamos a disciplina de História na escola. Chegamos inclusive a dizer que contra fatos não há argumentos. Mas será?

Ao mesmo tempo em que pode ser fonte de saudosismo, algumas vivências passadas tem o potencial de acorrentar ou assombrar como um fantasma, que espreita de maneira silenciosa e mordaz. A estas nos referimos como feridas que não conseguimos cicatrizar. Continuar lendo

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Cegueira Emocional

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

cegueira-emocional

Recebi esta imagem e a tinha guardado desde então, esperando o momento propício de compartilhá-la. Ao mesmo tempo simples e contundente, ela nos convida à reflexão sobre a maneira como estabelecemos nossas relações afetivas e nos alerta sobre o quão nocivo é nos alienarmos de nossas dificuldades emocionais.

Certa vez ouvi alguém dizer que a ignorância (no sentido de não ter consciência de algo) é uma benção. Será? Fugir ou evitar aquilo que dói e incomoda pode parecer uma boa estratégia de sobrevivência, mas na grande maioria das vezes também cobra um preço amargo.

Tolamente acreditamos que conseguimos driblar o trauma, problema ou dificuldade e nos convencemos que ele não existe mais, como que por mágica. Sentimo-nos espertos e poderosos. Entretanto, é fato: tudo aquilo que está em aberto ou mal resolvido em nossas vidas pede por fechamento e de alguma maneira retorna em busca de resolução. Continuar lendo

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Atitudes extremas podem ser saudáveis?

Patrícia Saar Paz*

atitudes exageradas podem ser saudaveis 3

Há alguns dias acompanhei a seguinte conversa:

– Vou excluir meu perfil naquela rede social.

– Por quê?

– Porque acabo gastando tempo demais lá e deixo de fazer coisas mais importantes.

– Isso é falta de controle. Você tem que aprender a administrar melhor seu tempo.

Inúmeras vezes falamos sobre a importância do equilíbrio aqui no Multiverso. Uma vida equilibrada requer consciência de si, negociações constantes entre o que queremos e o que é possível, discernimento entre o ideal e o real. Partindo destas ideias, pode-se considerar uma atitude aparentemente extrema como sendo saudável?

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Mortes necessárias: conversando sobre desapego

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

Mortes necessárias

Recentemente me deparei com esta imagem em uma rede social e imediatamente fui inundado por reflexões e sentimentos. Confesso que reverberou e incomodou. A meu ver ela retrata a importância de conseguir desapegar, literalmente “abrir mão”. Acredito que deixar ir é uma forma de permitir e aceitar a morte.

Acostumamo-nos a associar o morrer a algo biológico. O momento em que deixamos de existir no plano físico e interrompemos nossa caminhada relacional neste mundo. Mas a morte, enquanto oposto complementar do nascimento, pode ser vista por diversos outros ângulos. Diariamente somos desafiados a morrer e renascer no campo dos afetos, profissional, familiar ou espiritual. Continuar lendo

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Carnaval para quem (não) gosta

Patrícia Saar Paz*

carnaval para quem não gosta

O carnaval é um período que divide opiniões. Há quem adore participar dos cortejos de rua, reunir amigos e festejar e quem seja capaz de listar uma serie de motivos segundo os quais ninguém deveria fazer comemoração alguma.

Seja qual for sua opinião, nós do Multiverso defendemos que este seja, acima de tudo, um período de respeito e posicionamentos conscientes.

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“A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” – ou, “a culpa da violência NUNCA é da vítima”

Patrícia Saar Paz*

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Em nosso último texto definimos violência como qualquer comportamento exercido contra a vontade da outra pessoa, provocando dano ou intimidação, a fim de obrigar que se submeta a uma situação indesejada.

É necessário agora categorizar estas formas de violência e exemplificá-las para que as possamos identificar, combater e denunciar da maneira devida. Importante informar que existe um canal de atendimento específico com a função de orientar sobre os direitos e serviços públicos voltados para a população feminina em todo o país, o Ligue 180. Continuar lendo

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