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Prevenção do suicídio

Patrícia Saar Paz*

Em nossa última publicação trouxemos uma reflexão baseada na série 13 reasons why, que apresenta o tema suicídio de maneira equivocada ao coloca-lo nas formas de escolha e vingança.

No texto de hoje proporemos tratar o suicídio como uma possibilidade.

Quando uma pessoa pensa em acabar com a própria vida é muito provável que esteja vivendo um sofrimento quase insuportável, que já não veja sentido em seguir adiante ou não tenha encontrado caminhos para isso. Então o suicídio é, sim, visto como uma possibilidade por essa pessoa e se não o encararmos dessa maneira, dificilmente conseguiremos prestar uma ajuda útil para sua prevenção.

Diante da possibilidade de que uma pessoa querida tire a própria vida, quais condutas podemos adotar?

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Psicoterapia é para os fortes

Patrícia Saar Paz*

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Você se lembra do bicho papão tirando sua tranquilidade na infância?

Não era raro que esse e outros monstros aparecessem dentro do armário, embaixo da cama ou se escondessem atrás de uma cortina. Escolhiam um momento em que estivéssemos sozinhas/os e no escuro para personificarem nossos medos e tirarem nossa paz. Impossível dormir assim! A solução, invariavelmente, era correr para o quarto dos pais ou gritar por socorro.

Graças ao bicho papão eu passei minha infância acreditando que todo adulto era corajoso. Afinal, eram eles que acendiam a luz e mostravam que não tinha monstro nenhum ali. Qual não foi minha surpresa ao descobrir, já adulta, que bicho papão muda de nome e cresce junto com a gente, perturbando nossas noites e sossego. E, pior ainda, que muito adulto têm medo de bicho papão a ponto de viver encolhido na cama, debaixo do cobertor, sem coragem de espiar o armário.

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Me ajuda? 7 Princípios para reflexão

Vinicius Cavalcanti de Abreu*

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Saber pedir, dar, receber, oferecer e agradecer são aprendizados evolutivos em nossas vidas. Requerem empatia, humildade, senso de reciprocidade e gratidão. Como seres que convivem, trocam e interdependem, nos relacionamos com base na mútua cooperação. Ajudamo-nos a todo o momento e nas mais diversas situações e adversidades. Assim sobrevivemos e alimentamos o prazer de viver juntos.

Atuando como psicólogo, constantemente reflito – internamente e com clientes – sobre as relações de ajuda. Nem sempre é fácil administra-las no dia a dia, o que pode resultar em muitos mal entendidos, equívocos, mágoas e confusões. Frases como: “não quero pedir”, “ajudo a todos, mas quando preciso…”, “detesto incomodar aos outros”, “estou desesperado, me ajuda”, “se fosse pra ajudar desse jeito nem precisava” são frequentemente ouvidas em consultório.

Por isso resolvi abordar alguns princípios da relação de ajuda que considero importantes para balizar e ampliar o olhar sobre esta temática em nossas vidas. Continuar lendo

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Jogo do contente ou o sorriso que mascara a alma

*Vinicius Cavalcanti de Abreu

Monalisa - Celene Muniz

Quando era mais jovem, antes mesmo de me tornar psicólogo, ouvi falar do “jogo do contente”. Fiquei sabendo depois que no livro – “Pollyanna” – a personagem principal, uma menina de família muito pobre, aprendia esta brincadeira com seu pai como uma maneira de passar pelas adversidades da vida. Esse jogo consistia em focar no aspecto positivo de tudo o que acontecia para não se entristecer ou amargurar. Confesso que achei a ideia interessante, mas perigosa. A tristeza é um sentimento muito importante para ser negligenciado numa postura que pode incentivar o autoengano e a negação. Continuar lendo

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Muito ajuda quem não atrapalha

Patrícia Saar Paz*

bebe

Muito ajuda quem não atrapalha diz o ditado popular. O que não nos dizem com frequência é que, naquele momento de dedicação para ser útil ao próximo ou aliviar seu desconforto podemos estar, na verdade, lhe fazendo mais mal do que bem. Tampouco nos ensinam como não atrapalhar – e como prestar uma ajuda que seja verdadeiramente significativa. Continuar lendo

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